I Congresso Baiano de Engenharia Sanitária e Ambiental - COBESA

DATA: 11 a 16 de julho de 2010 - LOCAL: Salvador - BA

COBESA debate índice de salubridade ambiental em Salvador

O índice de salubridade ambiental em nove áreas da cidade do Salvador foi um dos temas debatidos no I Congresso Baiano de Engenharia Sanitária e Ambiental (COBESA). Tema oportuno para o dia do engenheiro sanitarista, 13 de julho, que ganhou comemoração especial com cartazes, slides e parabéns, no Centro de Convenções da Bahia, local do evento.

A salubridade ambiental está ligada às questões das condições ambientais e sociais que propicia a saúde e a ocorrência mínima possível de doenças. O estudo traz como foco as áreas de ocupação espontânea (OE), áreas constituídas por habitações improvisadas, precária infra-estrutura sanitária e falta de saneamento. Elas são a Baixa do Arraial do Retiro, Baixa do Camurujipe, Nova Divinéia, Antônio Balbino, Bom Juá, Santa Mônica, Boa Vista de São Caetano, Jardim Caiçara e Sertanejo - outrora estudadas pelo Projeto da Associação das Indústrias de São Roque, Araçariguama, Alumínio e Mairinque (AISAM).

"A salubridade ambiental está relacionada diretamente às condições materiais e sociais destas áreas", salienta Marion Dias, palestrante e engenheira sanitarista da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). A metodologia visa estabelecer indicadores do índice de salubridade como: saneamento, informações sócio-culturais; estudo per capita do consumo de água e qualidade da água (presença de coliformes termotolerantes); incidência de diarréia (crianças maiores de 5 anos); prevalência e intensidade das infecções por helmintos (entre 5 a 14 anos).

Das ocupações espontâneas analisadas, as que apresentaram maior índice de insalubridade foram a comunidade de Baixa do Arraial do Retiro e Baixa do Camurujipe. "O baixo grau de salubridade pode oferecer doenças como diarréia e infecções por nematóides como ancilóstomo, schistosoma, thrichiurus, ascaris, por serem as mais comuns em meios não saneados", afirmou Marion Dias. Espera-se que os problemas de insalubridade evidenciados pelo ISA/OE sejam considerados nos processos de implementação de políticas públicas voltadas a estas áreas.

Fonte: Ingá

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