A construção de infra-estrutura por Métodos não Destrutivos (MND) é antiga no mundo e no Brasil, para isso basta lembrarmos que um túnel rodoviário, é uma construção por MND, pois evitou a destruição de áreas de conservação, mas também permitiu a transposição de obstáculos naturais ou não. Com o advento de instalações, e reabilitações de redes (águas, esgotos, gás, comunicação e etc.) na época mais recente (ultimas duas ou três décadas), esses serviços encontraram um ambiente no subsolo, totalmente ocupado por instalações dos mais diversos serviços. A Engenharia precisava de instrumentos, técnicas e tecnologias que permitissem "navegar" ou "instalar" novos serviços (fibra ópticas, por exemplo) que reabilitassem, ou inovassem melhorando a qualidade dos serviços prestados. O MND veio exatamente atender essa demanda. Há décadas atrás, essa preocupação foi atendida e resolvida pela ISTT (International Society For Trechless Technology) em Londres, mãe e comandante de todas as Associações de Tecnologia por MND no mundo, hoje em mais de 20 países.
A ABRATT em 1999, juntou-se a esse privilegiado grupo de entidades, e num trabalho exaustivo vem apostolicamente, trabalhando na divulgação e suporte a essas tecnologias, em conjunto com Universidades do mundo inteiro, inclusive a Universidade de São Paulo - USP, institutos, como o Instituto OPUS, ajudando na formação de profissionais de todos os níveis. Hoje, dispomos de farta biblioteca, acesso a trabalhos e Congressos ao redor do mundo, com viagens técnicas, e uma disponibilidade para ingresso no quadro de associados, nas mais diversas modalidades, permitindo a fácil inclusão do profissional.
É com esse espírito que uma quantidade significativa de eventos tem sido oferecido à comunidade técnica de nosso país, em Workshops e Congressos, que temos certeza ainda reflete pouco o muito que se pretende oferecer.
A Sociedade Internacional de Tecnologia Não Destrutiva - ISTT foi criada no Reino Unido em setembro de 1986. Desde essa data, vem incentivando em todo o mundo a formação de sociedades filiadas, nacionais e regionais.
A ISTT e suas filiadas atendem aos organismos ligados á instalação de redes subterrâneas de gás , água, esgoto, telecomunicações e distribuição elétrica; consultores, empreiteiros e instaladores de fábricas; engenheiros rodoviário e pessoal envolvido com o gerenciamento do tráfego e a integridade das redes rodoviárias; e pessoal de pesquisa e pesquisa e desenvolvimento de sistemas subterrâneos. Essas sociedades preocupam-se com a construção e o meio ambiente, e reconhecem os altos custos sociais impostos ao público pela obra a céu aberto para instalação de redes.
Seus objetivos compreendem a evolução da ciência e da prática de métodos não destrutivos (MND) para o benefício do público, e a promoção da educação, treinamento, estudo e pesquisa a respeito, bem como o incentivo ao desenvolvimento de novas técnicas de novas técnicas e à utilização de métodos não destrutivos (MND) de eficiência comprovada para instalação e recuperação de redes subterrâneas, além de promover o mapeamento e a locação dessas redes.
A ISTT criou um prêmio anual (No - Dig Award) para os mais notáveis empreendimentos ou avanços no campo das tecnologias não destrutivas, que atrai um grande número de ações de qualidade em todo o mundo. A revista oficial da ISTT, No - Dig International, é publicada mensalmente e contém artigos sobre as mais recentes aplicações e desenvolvimentos, juntamente com novos itens e informações sobre aspectos técnicos, financeiros e legais das tecnologias não destrutivas em todo o mundo. Essa revista é enviada gratuitamente aos membros das sociedades filiadas, que se tornam automaticamente membros da ISTT.
O Método Não Destrutivo (MND) é a ciência referente à instalação, reparação e reforma de tubos, dutos e cabos subterrâneos utilizando técnicas que minimizam ou eliminam a necessidade de escavações.
Os Métodos não Destrutivos (MND) (trenchless ou No - DIG) podem reduzir os danos ambientais e os custos sociais e, ao mesmo tempo, representam uma alternativa econômica para os métodos de instalação, reforma e reparo com vala a céu aberto. Vêm sendo vistas cada vez mais como uma atividade de aplicação geral do que como uma especialidade, e muitas empresas de instalação de redes têm uma tendência a aplicar os Métodos Não Destrutivos (MND) sempre que possível, em função dos custos e dos aspectos ambientais e sociais.
Levantamentos precisos e investigações adequadas de campo são essenciais para o sucesso desses métodos, por minimizarem o risco de imprevistos que possam ocorrer durante a execução dos serviços.
Os Métodos Não Destrutivos (MND) podem ser divididos em três grandes categorias: reabilitação e recuperação; substituição in loco; e instalação de novas redes.
Essa categoria compreende os métodos de recuperação da integridade de tubulações defeituosas e de estruturas subterrâneas, bem como a extensão de sua vida útil. Os Métodos compreendem:
Referem-se à substituição de uma rede por outra de mesmo diâmetro ou de diâmetro maior através do arrebentamento ou destruição da rede existente e instalação simultânea da tubulação final.
Os Métodos Não Destrutivos (MND) para instalações, dutos e redes compreendem:
Sem dúvida, todos os que participaram dos anos de criação dos primeiros métodos não destrutivos (MND) se sentirão motivados com a diversidade de métodos e equipamentos disponíveis hoje em dia. Outros que estão começando agora a utilizar esses métodos poderão achar a escolha confusa e a velocidade de desenvolvimento tão grande que torna difícil permanecer atualizado com os últimos avanços.
A ABRATT juntamente com a ISTT criou o guia "Diretrizes dos Métodos Não Destrutivos". Estas diretrizes estão dirigidas a todos que tenham interesse em métodos não destrutivos (MND) de recuperação, reparo e instalação de redes subterrâneas. Compreendem as descrições da maioria das técnicas de execução desses métodos, juntamente com orientações sobre as aplicações mais adequadas.
Não foi feita nenhuma tentativa de incluir especificações detalhadas e legislação sobre essas práticas, uma vez que estas variam de um lugar para o outro e as informações sobre esses assuntos podem ser pesquisadas nas sociedades locais ou nas empresas filiadas.
Um dos principais obstáculos para o maior uso dos métodos não destrutivos (MND) é a falta de compreensão do assunto ou de conhecimento dos recursos e benefícios do uso dessas tecnologias. Se estas diretrizes puderem ajudar a quebrar algumas dessas barreiras de conhecimento e encorajar mais empresas a analisarem as alternativas não destrutivas, terão conseguido seu objetivo principal.
Para informações adicionais sobre o guia "Diretrizes dos Métodos Não Destrutivos", entre em contato com a ABRATT no tel 11 3822 2084 ou e-mail: secretaria@abratt.org.br