Apresentação

São Paulo, considerada uma cidade global com seus quase 12 milhões de habitantes, também é a sexta maior cidade do mundo. Diante destas suas grandes dimensões, todos os dias surgem novos desafios para a harmonização dos diversos elementos que compõem os espaços públicos. Nesse contexto, cada vez mais, o trabalho de arborização de vias públicas e das denominadas áreas verdes municipais é focado no conceito de Florestas Urbanas.

As árvores compõem uma grande rede de infraestrutura viva nas cidades, sendo fundamentais para o ambiente urbano e sua sustentabilidade. Em muitos casos, as árvores são o único link entre os habitantes da cidade e a natureza. As florestas urbanas surgem por meio de conexões planejadas dos diversos espaços verdes, formando um ecossistema dinâmico que fornece serviços ambientais essenciais à manutenção da qualidade de vida. Dentre os benefícios proporcionados pelas árvores temos a melhoria das condições atmosféricas, seja por meio da produção de oxigênio, sequestro de carbono e interceptação de partículas em suspensão; enriquecimento da biodiversidade local; interceptação das águas pluviais e conservação de energia, que promovem a diminuição de processos erosivos e enchentes; regulação de temperaturas extremas e criação de microclimas agradáveis; abafamento de ruídos e condução das correntes de ventos; fornecimento de alimento e habitat para a fauna. As árvores podem ser consideradas equipamentos públicos, elementos arquitetônicos por direito, acrescentando forma, estrutura e beleza aos desenhos urbanos. Os espaços verdes fornecem áreas de recreação, revitalização e coesão social agregando valor econômico e sentimental para as nossas comunidades.

O cotidiano dos serviços demandados na gestão da floresta urbana nos obriga a conhecer e reconhecer estes seres em toda sua complexidade e diversidade anatomorfológicas. Como seres vivos, as árvores possuem necessidades fisiológicas que regulam de modo orquestrado, seu papel essencial na prestação de serviços ambientais. Sincronicamente ao crescimento e a necessidade de organização dos centros urbanos, investimentos públicos devem ser direcionados para proteger e gerir estas florestas de maneira a fomentar, aprimorar e alinhar as políticas públicas, papel que o XIX Congresso Brasileiro de Arborização Urbana pretende discutir.

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